A desdita de um Povo
03/05/2019 12:13 em Crônicas e Poesia

Vamos entoar em coro uníssono o nosso Hino Nacional? Acender a chama de um patriotismo meramente simbólico, mofado, desvalido de valor...
Não pensem que sou contra nossa Pátria mãe gentil, minha pobre gente iludida... massa que não cresce, massa encruada, não desce goela abaixo...

Não! Eu gosto do cântico da terra, Terra Brasilis... chão sagrado, solo inclemente ardor passivo de um choro que salga mais do que a Alma! Vamos decorar a letra deste Hino? Hino elegante, pomposo, de brava gente brasileira.... Quais gente?

Está repleta de temor servil... a repulsa às Majestosas Cortes! Desgraça de uma nobre nação sem reinos ou pudores...imagem escancarada da Desordem e do Desprogresso verde e amarelo e azul anil... tudo em verso e prosa para o Tio Sam ver e desfrutar de nossas reais belezas, repletas de realezas mórbidas que assinam a sina em Decretos, despachos, atos, num compasso que desfigura todas as individuais Liberdades! Ela não nos abre mais os braços! Demos às costas ao Destino, nos destituímos daquela raça insistente que vencia a goleada os campeonatos mundiais! Impiedosos vieram dilapidar nosso maior Patrimônio!

Sim... não apenas a vil moeda que de plano em plano submergiu às garras dos pérfidos aduladores da cobiça imoral de reter em cuecas e bancos internacionais, a dor desgraçada e abandonada daqueles que precisam do pão! Vamos cantar a estrofe mais querida!? Aquela da Morte e Vida Severina, do nosso Ariano, afinando o coração endurecido pelo esquecimento daqueles que estendem o corpo sobre o trabalho que dilacerou sua esperança! A Vida que perde a hora, nas mãos destes carrascos inomináveis que celebram glórias a Deus vendendo as indulgências nos Templos! A Nação Brasileira!!!! O que fizeste com tua dignidade? Que silêncio adormecido cultivaste para hoje assistires imobilizada, a façanha inclemente de um poder que vem impor a ruptura cruel com as necessidades de um povo que deseja desdenhar da própria sorte? Vocês Ouviram? Um brado heroico? Onde estão vocês? 

Emudeceram vossas sensibilidades ao escrutínio ético de um senso de coletividade? 
Diversidade é a identidade desmedida desta Nação que desde jovem acolheu a todos sem distinção e adornou seus exploradores com ricos cocares e pedrarias!
De norte a sul desta Terra, desta letra tão bela que Ari até chamou de Aquarela, o samba desafina implacável nas Casas Parlamentares, nas Cortes Togadas, nos Palácios desenhados pelo magistral Oscar...e seu amigo Lúcio! Sabiam a letra decor.!

A minha gente, quanta hipocrisia e superficialidade a desfilar desfiguradas nestas redes sociais!
Nem aprendemos a nossa Língua e queremos atirar pontos de vista na realidade virtual?!
Vamos pelo fio da espada da carência moral, da pobreza intelectual padecer sob o mando, manto de pessoas vazias de sentimento, que se levantam para a Bandeira, mas desprezam o zelo pelo Justo! 
Felizes os que ignoram porque também serão ignorados!

Para os que sentem, para os que pensam além de si mesmos..,. Para estes, o refúgio é cantar outro Hino... uma oração de verdade, daquelas que vem do Céu e ali encontram seu refrão.
Desditosa é mesmo esta Nação que anda na contramão do futuro, que desmemoriza o seu passado e entorna o caldo do preconceito estampado em todo tipo de violência! O Vocabulário já vos condena! Não sabeis o significado do que pregais! Curvai vos à vossa condenação, mas lembrai do Hino! Olhais pra vossas favelas, pro Crime que Compensa num país de iletrados e aplaudi vossa sentença! Voltai os olhos aos templos, sentais com vossas Consciências sobre o manto da Verdade que estais a defender em vossas garras! Pátria amordaçada, gente que pensa que pode ter direito a se expressar enquanto a panela faz barulho de ausências!

 

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